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A coruja de Minerva: O Museu Paraense entre o Império e a República 1866-1907

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Museu Emílio Goeldi A primeira vez que ouvi falar na coruja de Minerva - a que levanta voo ao anoitecer - foi nas aulas de Introdução à Filosofia do Professor Carlos Cirne Lima, no início da década de 1990. Sei que ainda não compreendia a ideia do filósofo alemão, apesar da beleza da enunciação. Hoje, com alguma experiência de vida, vejo a História, mesmo com sua construção contemporânea a partir das fontes, como um saber do mundo solar. É a Filosofia que racionaliza o conhecimento quando o mundo que ela explica já deixou de existir.  Pois foi essa metáfora que o autor Nelson Sanjad utilizou para caracterizar as primeiras fases do Museu Paraense Emílio Goeldi. O Museu floresceu no momento do boom da economia da borracha no Norte do Brasil. Mas havia sido idealizado cerca de trinta anos antes.  A Amazônia tem estado todos os dias nos noticiários. Incêndios, desmatamento, grilagem de terras, garimpo ilegal, deslocamento de populações indígenas, mudanças de legislação na calada ...